
RESUMO
Estou estudando ações brasileiras e quero compartilhar o que venho aprendendo ao longo dessa jornada. Neste artigo, explico conceitos que considero importantes para quem está começando a entender o mercado de ações no Brasil, sempre separando minha experiência pessoal das informações educativas.
INTRODUÇÃO
Investir em ações é uma das etapas que estou conhecendo na minha jornada rumo à aposentadoria.
Tenho 46 anos e comecei a estudar o mercado de ações sem ter conhecimento profundo sobre análise de empresas, indicadores ou valuation. Em vez de esconder isso, decidi fazer justamente o contrário: compartilhar o que estou aprendendo, inclusive as dúvidas e os erros que fazem parte desse processo.
Não sou analista de investimentos, consultor financeiro ou especialista certificado. Sou um investidor pessoa física estudando para entender melhor onde estou colocando meu dinheiro.
Neste artigo, quero reunir alguns dos conceitos que estou aprendendo sobre ações brasileiras, desde o funcionamento básico da Bolsa até alguns indicadores fundamentalistas.
A ideia não é ensinar alguém a escolher uma ação, mas mostrar como estou construindo meu conhecimento.
Por que estou estudando ações brasileiras?
Minha vida financeira acontece principalmente em reais e no Brasil. Por isso, considero importante entender as empresas brasileiras e o funcionamento do nosso mercado de capitais.
Além disso, o mercado de ações brasileiro possui uma participação relevante de investidores pessoa física. Segundo dados divulgados pela B3, a base de investidores pessoa física em renda variável chegou a 5,6 milhões no segundo trimestre de 2026.
Isso mostra que cada vez mais pessoas estão tendo contato com investimentos em renda variável.
Mas uma coisa que estou aprendendo é que ter acesso à Bolsa não significa necessariamente saber analisar uma empresa.
Por isso, antes de pensar apenas em comprar ações, quero entender o que estou comprando.
O que são ações?
Quando comecei a estudar, essa foi uma das primeiras perguntas que precisei responder.
De maneira simples, uma ação representa uma participação no capital de uma empresa.
Ao comprar uma ação, o investidor se torna acionista daquela companhia. Dependendo da classe da ação, pode ter determinados direitos, como participação em assembleias e eventual recebimento de proventos.
É importante entender que comprar uma ação não significa que a empresa necessariamente terá lucro ou que o acionista receberá dividendos. Esses resultados dependem da situação da companhia e de suas decisões, além das regras aplicáveis.
Na B3, existem diferentes tipos de ações.
Ações Ordinárias (ON)
As ações ordinárias, conhecidas como ON, normalmente dão direito a voto nas assembleias da companhia.
Na codificação utilizada pela B3, as ações ordinárias são identificadas pelo número 3 no final do código. Exemplos conhecidos incluem VALE3 e BBAS3.
Ações Preferenciais (PN)
As ações preferenciais, ou PN, possuem características diferentes das ordinárias.
Em determinadas estruturas societárias, elas podem oferecer preferência no recebimento de dividendos ou no reembolso de capital, conforme as regras da companhia.
Na B3, o número 4 é utilizado para identificar ações preferenciais em sua codificação. Exemplos incluem PETR4 e ITUB4.
Uma coisa importante que aprendi é que não dá para olhar apenas o número final do ticker e concluir tudo sobre os direitos daquela ação. É necessário conhecer as características específicas da companhia e da classe do papel.
Units
Também existem as Units, que podem reunir diferentes valores mobiliários em um único ativo.
Na B3, elas normalmente utilizam o final 11 no código. A composição depende do emissor e pode envolver diferentes classes de ações.
Como funciona a Bolsa de Valores?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a infraestrutura do mercado organizado de capitais brasileiro onde diversos ativos são negociados.
De maneira simplificada, compradores e vendedores enviam suas ordens e o preço de negociação é formado pelas condições de oferta e demanda.
Isso significa que o preço de uma ação pode subir quando existe maior interesse comprador e cair quando existe maior pressão vendedora.
Mas essa explicação é apenas o começo.
O preço também incorpora expectativas sobre os resultados futuros das empresas, cenário econômico, juros, riscos, perspectivas dos setores e diversos outros fatores.
É por isso que, mesmo depois de entender o conceito de oferta e demanda, ainda existe muito para estudar.
O que é o Ibovespa?
O Ibovespa é uma das principais referências para acompanhar o mercado de ações brasileiro.
Ele é um índice formado por uma carteira teórica de ações e units negociadas na B3 e funciona como uma referência para o comportamento de uma parcela relevante do mercado acionário brasileiro.
Quando ouvimos alguém dizer que “a Bolsa subiu hoje”, muitas vezes a referência está relacionada ao desempenho do Ibovespa.
Mas estou aprendendo que uma coisa é o desempenho do índice e outra é o desempenho de uma determinada empresa.
Uma ação individual pode subir enquanto o índice cai, ou cair enquanto o índice sobe.
Como comprar uma ação?
Essa foi uma das etapas que mais me deixaram inseguro no começo.
Eu imaginava que comprar uma ação seria muito mais complicado.
Na prática, o processo operacional é relativamente simples. O mais difícil, pelo menos para mim, é desenvolver conhecimento suficiente para entender o que estou comprando e por quê.
De forma geral, o processo envolve:
- Abrir uma conta em uma instituição autorizada a intermediar operações.
- Conhecer o seu perfil de investidor e a adequação dos produtos ao seu perfil.
- Pesquisar o código da ação, conhecido como ticker.
- Enviar uma ordem de compra, de acordo com as condições disponíveis no mercado.
- Acompanhar a posição e os registros da carteira.
É importante diferenciar a facilidade operacional da decisão de investimento.
A parte de clicar em “comprar” pode ser simples. Decidir se determinada empresa faz sentido para a minha estratégia exige muito mais estudo.
O que é o mercado fracionário?
Uma das coisas que demorei para entender foi a diferença entre o lote padrão e o mercado fracionário.
O lote padrão das ações é determinado conforme as regras do ativo e costuma ser de 100 ações em muitos casos. Porém, a B3 também permite negociar quantidades inferiores ao lote padrão no mercado fracionário.
Isso é importante para quem está começando com pouco dinheiro.
Por exemplo, imagine apenas como exemplo hipotético, que determinada ação esteja sendo negociada a R$ 30.
Comprar um lote de 100 ações exigiria aproximadamente R$ 3.000, desconsiderando custos.
No mercado fracionário, seria possível comprar uma quantidade menor, conforme as regras do ativo.
Foi justamente esse tipo de possibilidade que me ajudou a entender que eu não precisava começar comprando grandes quantidades.
Os indicadores que estou estudando
Aqui começa uma parte que ainda estou aprendendo bastante.
Não quero apresentar os indicadores abaixo como se fossem ferramentas mágicas capazes de dizer se uma empresa é boa ou ruim.
Eles são apenas algumas das informações que podem ajudar na análise de uma companhia.
P/L — Preço sobre Lucro
O P/L (Preço sobre Lucro) relaciona o preço de mercado da ação com o lucro da empresa por ação.
De forma simplificada, imagine uma empresa hipotética cuja ação esteja custando R$ 20 e cujo lucro por ação seja de R$ 2.
Nesse exemplo:
P/L = R$ 20 ÷ R$ 2 = 10
O resultado seria um P/L de 10 vezes.
Isso não significa automaticamente que a empresa está barata.
Um P/L mais baixo pode estar relacionado a uma oportunidade, mas também pode refletir riscos, expectativas de crescimento menores ou problemas na empresa.
Essa é uma das coisas que estou aprendendo: um indicador isolado dificilmente conta toda a história.
ROE — Retorno sobre o Patrimônio
O ROE (Return on Equity, ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido) é um indicador utilizado para avaliar a relação entre o lucro de uma empresa e o patrimônio líquido utilizado na operação.
De maneira simplificada, ele ajuda a entender quanto lucro a empresa gera em relação ao patrimônio dos acionistas.
Um ROE elevado pode ser interessante para a análise, mas isso não significa que quanto maior, automaticamente melhor.
É preciso investigar o motivo.
Uma empresa pode apresentar um ROE elevado por diferentes razões, inclusive devido à utilização de dívida.
Por isso, estou aprendendo a olhar o indicador junto com outras informações financeiras.
Dividend Yield — DY
O Dividend Yield (DY) relaciona os dividendos pagos por uma empresa com o preço da ação.
Por exemplo, suponha que uma ação hipotética custe R$ 20 e tenha distribuído R$ 1 em dividendos no período analisado.
O cálculo simplificado seria:
DY = R$ 1 ÷ R$ 20 = 5%
Nesse exemplo hipotético, o Dividend Yield seria de 5%.
Mas existe uma armadilha que comecei a perceber durante meus estudos.
Um DY muito alto não significa necessariamente que a empresa seja uma excelente pagadora de dividendos.
Imagine que uma ação caia de R$ 20 para R$ 10, enquanto os dividendos considerados no cálculo permaneçam os mesmos.
O Dividend Yield calculado sobre o preço de R$ 10 seria maior.
Isso mostra por que olhar apenas para o DY pode levar a uma interpretação incompleta.
Também é necessário entender a capacidade da empresa de gerar resultados e sustentar suas distribuições ao longo do tempo.

Dívida Líquida / EBITDA
Esse é outro indicador que estou tentando compreender melhor.
A Dívida Líquida representa, de forma simplificada, a dívida financeira da empresa descontando determinados recursos de caixa e equivalentes.
Já o EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é uma medida utilizada para analisar a geração operacional de resultados da empresa, embora não seja igual ao fluxo de caixa efetivamente disponível.
A relação Dívida Líquida/EBITDA é usada para avaliar o nível de endividamento em relação ao EBITDA.
Em termos gerais, uma relação menor pode indicar menor alavancagem financeira, mas a interpretação depende do setor, da qualidade dos resultados, do prazo das dívidas e de outros fatores.
Por isso, não quero transformar esse indicador em uma regra simples de “quanto menor, melhor”.
EV/EBITDA
O EV/EBITDA é um indicador que ainda estou estudando.
O EV (Enterprise Value, ou Valor da Firma) procura representar o valor econômico da empresa considerando, de forma simplificada, o valor de mercado do negócio e sua estrutura de dívida e caixa.
O EBITDA, como vimos anteriormente, é uma medida relacionada ao resultado operacional.
A relação entre os dois pode ser utilizada em comparações entre empresas, especialmente dentro de um mesmo setor.
Ainda tenho bastante coisa para aprender sobre esse indicador, principalmente sobre suas limitações e sobre como utilizá-lo corretamente em diferentes segmentos.
O que estou aprendendo sobre analisar empresas
Quanto mais estudo, mais percebo que analisar uma empresa é muito mais do que procurar uma ação com um indicador aparentemente barato.
Hoje, quando olho para uma empresa, algumas perguntas começaram a fazer parte do meu processo:
- Como essa empresa ganha dinheiro?
- Qual é o setor em que ela atua?
- Ela apresenta histórico consistente de resultados?
- Como está seu endividamento?
- Como funciona sua geração de caixa?
- Ela distribui dividendos?
- Esses dividendos parecem recorrentes ou foram resultado de algum evento específico?
- Quais são os principais riscos do negócio?
- O preço atual faz sentido diante das perspectivas da empresa?
Eu ainda não tenho respostas perfeitas para todas essas perguntas.
Mas já percebi que fazer as perguntas certas é uma parte importante do aprendizado.
Minha jornada: o que estou aprendendo
Começar sem saber tudo
Eu não comecei sabendo analisar balanços.
Comecei com vontade de entender.
Ainda erro. Ainda encontro indicadores que não compreendo completamente. Ainda preciso pesquisar termos que aparecem em relatórios e análises.
E acho importante deixar isso claro porque muitas vezes vemos investidores na internet falando como se tivessem todas as respostas.
Minha realidade é diferente.
Estou construindo conhecimento aos poucos.
Estudar antes de aportar
Uma das principais lições que estou levando para minha jornada é simples:
Eu não quero investir em algo que não consigo explicar minimamente.
Se eu não entendo como a empresa ganha dinheiro, não conheço o setor ou não consigo explicar por que aquela empresa faz parte da minha estratégia, prefiro estudar mais antes de tomar uma decisão.
Isso não significa que eu consiga prever o futuro.
Significa apenas que quero entender melhor aquilo que estou fazendo.
O longo prazo não elimina os riscos
Quando comecei a estudar investimentos de longo prazo, uma coisa que precisei entender foi que longo prazo não significa ausência de quedas.
A Bolsa pode subir e cair bastante ao longo do caminho.
Uma estratégia de longo prazo não elimina volatilidade, risco empresarial ou possibilidade de perdas.
O que estou aprendendo é que, para quem investe pensando em muitos anos, é importante separar as oscilações de curto prazo da análise da empresa e dos objetivos de longo prazo.
Ainda estou desenvolvendo essa mentalidade.
O que estou estudando para os próximos meses
Minha lista de estudos ainda é grande.
Alguns dos assuntos que quero aprofundar são:
- Análise fundamentalista, incluindo balanço patrimonial, DRE e fluxo de caixa;
- Valuation, para entender diferentes métodos utilizados para estimar o valor de uma empresa;
- Setores específicos, como bancos, energia, saneamento e seguros;
- Governança corporativa;
- Alocação e diversificação;
- Comportamento do investidor;
- Tributação dos investimentos;
- Análise de resultados trimestrais e anuais.
Quanto mais estudo, mais percebo que ainda tenho muito para aprender.
Um ponto que mudou minha forma de pensar sobre dividendos
No começo, eu prestava muita atenção nas empresas que apresentavam Dividend Yield elevado.
Hoje tento olhar para a questão de forma mais ampla.
Uma empresa pode ter um Dividend Yield elevado por diferentes motivos. Por exemplo, uma queda no preço da ação pode fazer o indicador aumentar mesmo sem que tenha ocorrido um aumento equivalente na distribuição de dividendos.
Por isso, estou aprendendo a investigar:
- de onde vieram os dividendos;
- se a distribuição foi recorrente;
- como estão os lucros;
- como está a geração de caixa;
- qual é o nível de endividamento;
- se existe algum evento extraordinário por trás daquele pagamento.
Para mim, dividendos deixaram de ser apenas um número no aplicativo.
Começaram a ser uma parte da história financeira da empresa que preciso entender.
Erros que já cometi e o que aprendi com eles
1. Querer investir em muitas empresas ao mesmo tempo
No começo, várias empresas pareciam interessantes.
A vontade era comprar um pouco de cada uma.
Com o tempo, percebi que aumentar o número de empresas também aumenta a quantidade de informações que preciso acompanhar.
Ainda estou encontrando um equilíbrio.
2. Olhar demais para dividendos altos
Já me peguei olhando primeiro para o Dividend Yield.
Hoje tento olhar para o conjunto.
Dividendos são importantes para minha estratégia de longo prazo, mas não quero analisar uma empresa apenas por esse indicador.
3. Confundir análise com recomendação
Esse foi outro aprendizado importante.
Uma análise publicada por um analista, casa de análise ou instituição pode apresentar argumentos interessantes.
Mas isso não significa que aquela análise seja uma recomendação personalizada para mim.
Preciso entender os argumentos e fazer minha própria avaliação.
4. Querer resultados rápidos
Investir pensando na aposentadoria é muito diferente de procurar resultado rápido.
Minha intenção é construir patrimônio ao longo de muitos anos.
Isso exige paciência, aportes compatíveis com minha realidade e disposição para continuar estudando.
Cenário atual: o que estou observando
O mercado brasileiro continua sendo um ambiente que quero acompanhar de perto.
Mas, neste momento, não quero transformar uma fotografia do mercado em uma tese definitiva.
O Ibovespa, por exemplo, é uma referência importante para acompanhar o mercado, mas seu desempenho não representa automaticamente o desempenho de todas as empresas brasileiras.
Também encontro frequentemente listas das empresas que mais pagaram dividendos em determinado período.
Essas listas podem ser úteis como ponto de partida para estudos, mas não contam sozinhas toda a história de uma empresa.
Um ranking de dividendos mostra um determinado recorte.
Para entender uma empresa, preciso ir além do ranking.
Pontos importantes
Depois de tudo que venho estudando, estes são alguns dos principais aprendizados que estou levando comigo:
- Uma ação representa uma participação em uma empresa.
- O preço de uma ação pode oscilar bastante.
- Indicadores devem ser analisados em conjunto.
- Um Dividend Yield elevado não significa automaticamente que uma empresa seja uma boa escolha.
- Endividamento precisa ser analisado de acordo com as características do negócio.
- O mercado fracionário permite negociar quantidades menores que o lote padrão em ações.
- O Ibovespa é uma referência do mercado, mas não representa cada empresa individualmente.
- Longo prazo não elimina os riscos.
- Estudar uma empresa antes de investir faz parte do meu processo.
- Ainda tenho muito para aprender.
CONCLUSÃO
Este artigo representa uma fotografia do momento atual da minha jornada.
Estou estudando ações brasileiras, tentando entender melhor as empresas, aprendendo indicadores e descobrindo que investir exige muito mais estudo do que simplesmente escolher um ticker e apertar o botão de compra.
Não tenho uma fórmula pronta.
Também não tenho uma carteira milagrosa ou uma promessa de retorno.
O que tenho é uma jornada em andamento.
Quero continuar estudando análise fundamentalista, valuation, setores, dividendos e comportamento do investidor e, principalmente, continuar registrando esse processo aqui no Luis Lima Investimentos.
Se você também está começando, talvez uma das coisas mais importantes seja entender que não é necessário saber tudo de uma vez.
É possível começar estudando os conceitos básicos, avançar aos poucos e buscar compreender cada vez melhor aquilo que você está fazendo.
Para mim, investir pensando na aposentadoria é uma construção de longo prazo.
E esta é apenas mais uma etapa dessa construção.
Vamos nessa juntos.
Este artigo faz parte da minha jornada pessoal rumo à aposentadoria. Continuarei compartilhando no blog e no canal aquilo que estou estudando, aprendendo e colocando em prática.
Veja Também
- Minha Carteira — acompanhe a evolução da minha carteira de investimentos.
- Simulador de Juros Compostos — faça simulações para entender o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
- Renda Passiva — entenda melhor o conceito de renda passiva.
- Aposentadoria — acompanhe conteúdos relacionados à construção de patrimônio pensando no futuro.
Aviso: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos. Antes de tomar qualquer decisão, considere seus objetivos, seu perfil de risco e faça sua própria análise.